Sempre me interessei por artesanato. Aliás, parece que é um mal de família. Minha mãe era exímia bordadeira (vocês poderão constatar isso quando eu postar aqui alguns de seus trabalhos). Aprendi a bordar ponto cruz quando era ainda menina e faço isso até hoje (há mais de 50 anos), além de bordar “needle point” e fazer alguns outros trabalhos manuais. Um dos meus irmãos, engenheiro, gosta de trabalhos com madeira, entalhes e faz isso muito bem. Meu marido, professor de educação física aposentado, sempre gostou de trabalhar com madeira – nos últimos anos tem feito belas peças com palitos de bambu (de churrasco) e trabalhos em marchetaria. A família foi aumentando e vieram outros artesãos ... bem isso vocês poderão ver à medida em que eu for postando aqui.

Decidi mostrar neste blog uma família de artesãos, que não vive de artesanato, mas sempre está envolvida com esse trabalho.

Entrem e se divirtam conosco.

Podem deixar seus comentários, que serão sempre bem vindos.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sempre à mão

Esta caixa de madeira, caprichosamente coberta com marchetaria, foi feita pelo meu marido. Acho que eu deveria ter fotografado aberta, mas esqueci. Dentro ela tem divisórias e guarda um carretel de linha, agulhas, tesoura, prendedores de cabelo da Mariana e um par de óculos de reserva. É minha caixa de emergências, sempre à mão.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Lembrando o Rio São Francisco

Mais um trabalho em madeira feito pelo meu marido, Erasmo. É a reprodução de um barco que navegava no Rio São Francisco: os barcos eram chamados de gaiolas e transportavam passageiros, cargas. Esta foi confeccionada a partir de uma foto que encontrou em revista. Ele utilizou madeira, palitos de churrasco, palitos de picolé.


Todas as partes externas são cobertas em marchetaria. Nas fotos dá para ver o leme aí em cima.


Reparem na carranca, que ele esculpiu para colocar. O barco foi batizado de Mariana (homenagem à netinha), nome gravado com pirógrafo no lado.

Hoje em dia, por causa das barragens e poucos trechos do rio são navegáveis. Vejam que gostoso o pequeno poema de  Zélia Figueiredo Nogueira intitulado

"Ao meu querido rio"

Meu velho Chico, como é doce recordar
mesmo sentindo um aperto aqui no peito!
Mudaste tanto... Te inventaram barragem.
Mudei também, Chico:
Cadê as meninas do internato?
Cadê os gaiolas
para eu te visitar de Juazeiro a Pirapora?
Cadê, Chico?!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cofrinhos artesanais

Esta casinha é um cofre que meu marido, Erasmo, fez para a netinha, Mariana. E ela guarda, religiosamente, "1 erral por dia" nele (ela acha mais fácil dizer erral do que real). As janelas e portas são cobertas (bem coladas) com plástico de radiografias. Prestem atenção na porta e verão as moedas lá dentro.


Daí eu insisti e ele fez esta para mim. As telhas das duas são pontas de palitos de picolé. As casinhas são  revestidas em marchetaria. Esta tem um desenho feito com retalhos de madeira na calçada de frente.


Aqui está a parte de trás de minha casinha, onde ficam a portinha com cadeado, para tirar o dinheiro e os buracos para guardá-lo (o redondo para as notas, enroladinhas e a abertura para as moedas). Na primeira casa, estas aberturas ficam do lado esquerdo.


Ele gosta e tem jeito para mexer com madeira. Para os outros netos, fez a miniatura de um "caixa eletrônico (Tiago) e um caminhãozinho (Felipe), que tem uma carroceria fechada, onde fica o cofre.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Caixinhas de madeira - miniaturas

Hoje eu vou postar um outro tipo de trabalho, também feito pelo meu marido.

São 6 caixinhas de madeira com acabamento em Marchetaria. Ele tem inúmeras, de vários tamanhos, mas estas são bem pequenas (a maior não tem mais de 6 cms no lado maior).

Observem os fechos, dobradiças e o tamanho das pecinhas de madeira que as recobrem.